A nossa História

Como tudo começou

Direção atual da Associação na comemoração dos seus 60 anos

As origens da Associação Internacional de Artistas Pintores com a Boca e os Pés (www.VDMFK.com) remontam a 1957, quando o pintor Erich Stegmann e um pequeno grupo de artistas com deficiência nos membros superiores de oito países diferentes, criaram uma associação de autoajuda.

Vítima de poliomielite, Erich Stegmann cresceu sem o uso dos seus braços, mas apesar disso conseguiu uma carreira de sucesso como artista na Alemanha, usando a boca para segurar o pincel. Ele sempre achou que, se era capaz de pintar, outras pessoas com problemas físicos semelhantes também poderiam. Acreditava que se os artistas unissem os seus esforços para formar uma associação, poderiam viver do seu trabalho com a segurança de uma independência económica de terceiros.

Este objetivo seria alcançado através da comercialização dos seus trabalhos originais reproduzidos na forma de cartões, calendários, livros com ilustrações, etc. O resultado desta iniciativa tornou-se num movimento global ímpar que une hoje mais de 800 artistas nos 5 continentes.

Desde o início, os membros da Associação detêm total controlo sobre a Associação e como ela é conduzida, o que lhes permitiu alcançar o reconhecimento internacional através de seus trabalhos realizados segurando o pincel com a boca ou com os pés.

Solidariedade – não caridade

Uma das premissas pelas as quais Stegmann criou a Associação foi a de rejeitar a caridade, mas sim incitar a solidariedade. O objetivo dos membros da Associação é poder viver exclusivamente do seu esforço e do seu trabalho, através da aceitação e reconhecimento do seu talento.

A sua vontade de se superarem leva os artistas a fazer um esforço para melhorar a qualidade técnica de seus quadros. Assim, ao comprar os seus artigos, não só oferece apoio financeiro, mas também o reconhecimento que os incentiva a perseverar todos os dias e a desfrutar de uma boa qualidade de vida apesar da sua deficiência.

Não se pense que tudo não passa de uma forma encoberta de caridade. A Associação tem grandes expectativas artísticas em relação aos seus membros, estimulando muito o seu trabalho. A capacidade pessoal de cada artista está e estará sempre em primeiro plano, e nunca a sua deficiência pois só assim poderão afirmar-se no plano artístico internacional.

A Associação obtém os fundos através da reprodução das obras destes artistas divulgando-os através de editoras suas em todo o mundo, em forma de postais, calendários e muitos outros artigos.

Convenção de Lisboa, 2002

Como funciona a Associação e como beneficiam os artistas

Qualquer pessoa que tenha perdido o uso das mãos e pinta ao segurar o pincel com a boca ou os pés, independentemente do país onde nasceu, religião ou cor, pode fazer parte da Associação.

A Associação dos Pintores com a Boca e os Pés tem três níveis de qualificação: bolsistas, membro associado e membro efetivo.

A maioria dos artistas são normalmente admitidos como bolsistas. Eles recebem uma bolsa para pagar as aulas de pintura, materiais de arte, etc. Para manter consistentemente padrões elevados, o trabalho dos bolsistas é periodicamente avaliado por um júri, até atingir um padrão que permita que eles sejam aceites como membros efetivos. O júri inclui o presidente da Associação ou um seu representante nomeado e dois artistas “convencionais” eminentes e reconhecidos. Quando aprovado, a associação pode admitir o novo bolsista/membro, sujeito à ratificação pelos membros na próxima convenção de artistas.

A Associação está constantemente à procura de novos talentos promissores entre as pessoas com deficiência que, talvez, tenham começado a assumir a pintura como uma forma de terapia.

Os estudantes recebem uma bolsa para ajudar a melhorar o seu padrão de pintura, através de fundos para compra de material de pintura, aulas, etc. Isto proporciona-lhes meios para se tornarem um membro associado ou de pleno direito da Associação. Conforme um bolsista se desenvolve, melhora a qualidade do seu trabalho e o valor da sua bolsa também vai aumentando.

Quando um bolsista chega a um padrão considerado equivalente ao de profissionais não deficientes, ele pode ser tornar um membro associado ou efetivo.

Tornar-se membro significa que o artista vai receber uma renda mensal vitalícia, mesmo se a idade ou o aumento da sua deficiência tornar impossível a continuação da sua atividade artística. Este acordo liberta o artista de um grande receio diante da possibilidade de perder a capacidade de pintar devido à deterioração de sua saúde.

Os artistas também beneficiam da interação entre colegas. A Associação oferece tanto a membros como bolsistas a oportunidade de se conhecerem nas conferências da Associação, exposições e outros eventos, onde eles podem reunir, partilhar experiências e aprender uns com os outros, de onde resultam frequentemente grandes amizades.